O processo contra Ulisses Gabriel, ex-delegado-geral da
Polícia Civil de Santa Catarina, pela sua conduta na investigação da morte do
cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, foi suspenso na Justiça. A
decisão ocorreu ontem, dia 18.
A suspensão foi baseada na necessidade de autorização do
Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Como o caso envolve
possível conduta ligada ao exercício de função com prerrogativa de foro, a
investigação criminal só pode seguir após aval do tribunal competente. Sem essa
autorização, há risco de nulidade na apuração.
Na semana passada, o Ministério Público de Santa Catarina
abriu um inquérito civil para investigar possível abuso de autoridade, violação
de sigilo funcional e improbidade administrativa por parte do ex-delegado.
“Ano passado fui alvo de uma representação, apresentada por
um ex policial militar (demitido neste governo), que visava meu impeachment da
função de Delegado-Geral. A representação foi parar na Comissão de Segurança.
Lá, foi aprovada a minha convocação para prestar esclarecimentos. Meses se
passaram, o processo não foi instaurado e nunca fui chamado para mostrar que
tudo não passava de perseguição política. Hoje a representação foi arquivada.
Constou da notícia no site da Assembleia: “Ele foi acusado de improbidade
administrativa, mas nada ficou comprovado.”, declara Ulisses.
Sobre o possível uso do cargo para promoção, Ulisses Gabriel
afirmou que também está tranquilo, “pois apenas cumpri o dever de representar a
Polícia Civil perante a imprensa”.
A defesa do ex-delegado-geral de SC, representada pelo
escritório Mathaus Agacci Advogados, afirmou que “respeita toda e qualquer
decisão judicial e continuará a zelar pelas garantias constitucionais do
representado”.

