O Gaeco e a Polícia Civil deflagraram nesta quinta-feira (15) a Operação Blind Eye contra uma fraude bancária de R$ 330 mil em Santa Catarina. O esquema usou malwares para desviar recursos de uma instituição de ensino, utilizando laranjas conscientes em Goiás e no Rio Grande do Sul.

Esquema utilizava malwares para desviar recursos de instituição

A Operação Blind Eye, deflagrada na manhã desta quinta-feira (15) pelo Gaeco e pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Chapecó, busca desarticular um esquema de fraude bancária que desviou mais de R$ 330 mil de uma instituição de ensino superior em Santa Catarina. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a ação cumpriu sete mandados de busca e apreensão nos estados de Goiás e do Rio Grande do Sul.

Como funcionava a fraude financeira

A investigação aponta que os criminosos utilizaram malwares sofisticados para capturar credenciais de acesso de uma funcionária da instituição. O desvio, totalizando R$ 339.930, foi realizado de forma quase instantânea por meio de:

  • Transferências via Pix;
  • Transferências via TED;
  • Pagamento de boletos bancários.

Para ocultar a origem do dinheiro, o grupo utilizou ferramentas no exterior, como VPNs com servidores na Holanda, tentando dificultar o rastreamento das movimentações financeiras pelas autoridades brasileiras.

O papel dos laranjas conscientes no crime

De acordo com o MPSC, o foco desta fase da operação é a responsabilização dos titulares das contas. Os investigados atuavam como laranjas conscientes, tendo cedido suas informações bancárias voluntariamente em troca de vantagens financeiras para facilitar a lavagem de dinheiro.

O nome Blind Eye (Olho Cego) refere-se justamente àqueles que ignoram a ilegalidade das transações em busca de lucro fácil. O material apreendido será agora analisado pela Polícia Científica e pelo CyberGAECO para identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.