Um homem foi preso em Lages, na Serra catarinense, após atropelar uma mulher dirigindo sob efeito de álcool e tentar enganar as autoridades simulando um assalto. O caso, ocorrido nesta quarta-feira (7), destaca os perigos da embriaguez ao volante e a importância de testemunhas na elucidação rápida de crimes.

O que aconteceu na rua Valério Antunes

Equipes da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicleta (RODAM) e do Policiamento com Cães (Canil) foram acionadas para uma ocorrência de atropelamento seguido de fuga na Rua Valério Antunes. Testemunhas relataram que o condutor atingiu a vítima e fugiu do local, deixando a mulher ferida. Minutos antes da chegada dos policiais, o suspeito apareceu em um bar próximo, alegando ter sido roubado, na tentativa de criar um álibi.

A polícia cruzou as informações com os relatos das testemunhas e identificou o homem como o motorista responsável pelo atropelamento. Essa manobra desesperada não convenceu as autoridades, que agiram com base em evidências concretas.

Comportamento do suspeito e prisão

O suspeito exibia sinais claros de embriaguez, como comportamentos alterados, e recusou o teste do bafômetro. Devido à sua agressividade, precisou ser algemado durante a abordagem. Ele foi levado à Polícia Científica para exame de corpo de delito e, em seguida, à Central de Polícia, onde permanece à disposição da Justiça.

Não há atualizações sobre o estado de saúde da vítima, mas casos como esse reforçam a necessidade de socorro imediato em acidentes de trânsito. O que leva alguém a arriscar a vida alheia e depois mentir descaradamente? Esse tipo de atitude agrava as consequências legais.

Riscos da direção sob efeito de álcool

Dirigir alcoolizado multiplica por até 38 vezes o risco de acidentes fatais, segundo dados do Ministério da Justiça. No Brasil, a Lei Seca (Lei 11.705/2008) prevê multas de R$ 2.934,70, suspensão da CNH por 12 meses e prisão em casos graves. Recusar o bafômetro já configura crime de trânsito, com pena de seis meses de detenção.

Autoridades como a Polícia Rodoviária Federal enfatizam que testemunhas e câmeras de segurança são cruciais para coibir fugas. Esse episódio em Lages serve de alerta: a impunidade é rara quando a comunidade colabora.

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